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Novo modelo de IA consegue prever quais mutações genéticas realmente causam doenças

Investigadores do Hospital Monte Sinai, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de avaliar com maior precisão o impacto de mutações genéticas raras na saúde humana. O modelo combina aprendizado de máquina com milhões de registos eletrónicos de saúde e exames laboratoriais de rotina, como colesterol ou função renal, gerando pontuações que colocam o risco genético num espectro, em vez de uma simples classificação sim/não.

O método revelou resultados surpreendentes: algumas variantes anteriormente consideradas perigosas tiveram pouco efeito na vida real, enquanto outras, antes classificadas como incertas, mostraram fortes associações com doenças. Segundo os cientistas, este avanço poderá melhorar a medicina personalizada, permitindo decisões mais informadas sobre rastreios e intervenções preventivas, sem causar alarmismo desnecessário nos pacientes.

A equipa utilizou mais de um milhão de registos eletrónicos de saúde para criar modelos de IA aplicáveis a dez doenças comuns e calculou a “pontuação de penetrância” para mais de 1.600 variantes genéticas. A abordagem permite avaliar o risco individual de forma mais detalhada e escalável, tornando os resultados de testes genéticos raros muito mais compreensíveis para médicos e pacientes.

Os investigadores esperam agora expandir o modelo para abranger mais doenças e populações diversas, monitorizando se as previsões de risco se confirmam ao longo do tempo. Para os especialistas, a integração de inteligência artificial com dados clínicos de rotina representa um passo importante rumo a uma medicina verdadeiramente personalizada e mais segura.

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