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Estudo aponta que chatbots de IA criticam mais líderes democráticos do que regimes autoritários

Um estudo divulgado pelo Conselho de Supervisão da Meta concluiu que os principais chatbots de inteligência artificial tendem a responder com maior facilidade a pedidos de críticas dirigidas a líderes de países democráticos do que a governantes de regimes autoritários. Segundo a análise, sistemas de IA recusam com maior frequência gerar conteúdos críticos sobre autoridades de países onde a liberdade de expressão é fortemente limitada, levantando preocupações sobre o impacto dessas restrições no funcionamento dos modelos.

Os investigadores alertam que esta tendência pode contribuir para alargar, a nível global, os efeitos da censura imposta por alguns governos, limitando a liberdade de expressão mesmo em países democráticos. Embora as causas não estejam totalmente identificadas, o estudo aponta como possíveis explicações os dados utilizados no treino dos modelos e a adaptação das empresas às exigências regulatórias de determinados mercados.

Outro estudo citado no relatório indica ainda que as respostas dos modelos podem variar consoante o idioma utilizado, reforçando os alertas de especialistas para a necessidade de maior transparência, auditorias independentes e mecanismos que reduzam enviesamentos nos sistemas de inteligência artificial.

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