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Iémen: Crise agrava-se com voos não autorizados e ataques aéreos

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se de urgência na passada segunda-feira para abordar a perigosa escalada de tensão no Iémen, espoletada por violações do espaço aéreo e ataques aéreos retaliatórios.

O alerta foi dado pelo vice-secretário-geral da ONU para os Assuntos Políticos, Khaled Khiari, que sublinhou que a região do Médio Oriente não tem capacidade para suportar um novo ciclo de hostilidades. De acordo com o responsável, iniciativas unilaterais apenas servem para aprofundar as divisões internas e aumentar o risco iminente de um confronto militar generalizado.

Na base deste novo pico de instabilidade estiveram voos não autorizados de aeronaves iranianas entre Teerão e as cidades iemenitas de Sanaa e Hudaydah, transportando delegações do grupo rebelde Houthi. O Governo do Iémen considerou estas incursões aéreas uma violação intolerável da sua soberania nacional. Em resposta, a Arábia Saudita realizou bombardeamentos cirúrgicos contra a pista do Aeroporto Internacional de Sanaa com o objetivo de impedir a aterragem de mais voos provenientes do Irão, o que levou os rebeldes Houthi a declarar o fim do período de desescalada e a retaliar com o lançamento de mísseis balísticos, entretanto interceptados.

A deterioração da situação de segurança ameaça deitar por terra os recentes progressos diplomáticos alcançados sob a mediação da ONU, que em Maio tinham resultado na libertação histórica de mais de 1600 detidos. Perante o novo cenário de conflito, a Organização das Nações Unidas reforçou ainda o seu veemente apelo à libertação imediata e incondicional de 73 funcionários da ONU, de missões diplomáticas e de organizações não-governamentais que continuam arbitrariamente detidos pelas forças Houthi, exigindo o respeito absoluto pelo direito internacional.

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