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Portugal leva a Bruxelas defesa dos direitos de autor na regulação da Inteligência Artificial

Portugal vai apresentar em Bruxelas, no próximo dia 13 de maio, uma proposta centrada na proteção dos direitos de autor e na garantia de transparência no uso de modelos de Inteligência Artificial (IA), no contexto da nova legislação europeia sobre o tema.

A posição será defendida no Conselho de Ministros da Cultura da União Europeia, no âmbito do Conselho Educação, Juventude, Cultura e Desporto.

Segundo o Ministério da Cultura, o país pretende assegurar que o futuro uso de IA respeite os direitos fundamentais, especialmente o Direito de Autor e os Direitos Conexos, em conformidade com o Regulamento Europeu de IA (UE 2024/1689), prestes a entrar em vigor.

Portugal vai propor que o uso de obras protegidas no treino de modelos de IA só seja permitido com autorização expressa dos seus autores.
Por outro lado, defende ainda contratos claros e justos para todos os operadores e maior transparência, incluindo o uso obrigatório de identificadores únicos, como os códigos ISBN ou ISRC, para rastrear as obras utilizadas.

O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, representará o Governo no encontro, dando seguimento a um debate já iniciado em abril, durante o conselho informal de ministros em Varsóvia. Numa carta à Comissão Europeia, o governante português já apelara à revisão do Código de Práticas para IA de Propósito Geral, para que esteja plenamente alinhado com a legislação europeia de proteção dos criadores.

Para o Ministério da Cultura, trata-se de um tema estratégico para a sustentabilidade cultural e económica da Europa, exigindo uma resposta europeia firme face aos gigantes tecnológicos globais.

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