As autoridades de Saúde, na mais populosa província de Moçambique, Nampula, estão preocupadas devido à persistência de casos de tuberculose que, em 2023, causaram 389 óbitos, apesar do trabalho tendente a controlar a doença.
O número de mortes que resulta dos 14.063 novos casos notificados é maior quando comparado com o ano 2022 onde haviam sido confirmados 281 óbitos de um total de 10.573 infetados, segundo as autoridades locais.
Perante a situação, o Diretor Provincial de Saúde em Nampula, Fernando Mitano, chama o envolvimento de todos para permitir o diagnóstico precoce dos casos da tuberculose nas comunidades. “Pelo que devemos todos nós apoiar para a redução desta doença, através do nosso envolvimento e do nosso comprometimento na luta contra esta doença”, disse apontando que o empenho deve ser de vários graus. “O comprometimento político, comunitário, clínico para que de facto esta doença possa passar para a história”.
E porque as autoridades sanitárias descobriram que um dos problemas em relação a tuberculose é chegada tardia dos pacientes às unidades sanitárias, um dos pacientes curados, a partir do distrito de Murrupula, lembra que o tratamento da doença é grátis por isso os doentes não devem ficar nas suas casas. “Queremos reiterar que o tratamento da tuberculose é gratuito, não se paga nada, e, nós temos técnicos qualificados para deteção da tuberculose, temos igualmente medicamentos suficientes para o tratamento que levar seis meses mas nossas casas” anotou quando a província de Nampula refletia nesta semana o dia Mundial de Luta contra a Tuberculose que se celebra à cada 24 de Março.
Refira-se que Moçambique declarou a tuberculose como problema de saúde pública.