As chuvas torrenciais que assolaram várias zonas da cidade e província de Maputo, desde sexta-feira, resultaram em vários danos, obrigando famílias a abandonarem novamente as suas residências, procurando segurança e proteção.
No bairro Agostinho Neto, distrito de Marracuene, por exemplo, várias casas ficaram submersas. Já o bairro de Mumemo, também em Marracuene, enfrentou diversos problemas relacionados com a forte precipitação, designadamente a impossibilitando a circulação dos transportes semi-coletivos.
A situação na zona da portagem de Michafutene é igualmente preocupante, com casas e outras infraestruturas alagadas.
Já na cidade de Maputo, os pontos mais críticos são os bairros de Magoanine, Hulene, Zimpeto, Chamanculo, Inhagoia Maxaquene, Romão e Polana Caniço, onde várias famílias foram obrigadas a procurar novos abrigos. Além disso, as vias de acesso à capital do país encontram-se alagadas, provocando engarrafamentos e escassez de transporte.
Situação idêntica regista-se na Matola, onde os bairros Tsalala, Liberdade, Infulene, Mahlampsene, Mulotana, Patrice, Machava e Nkobe foram sofreram os maiores danos provocados pela intempérie.
O diretor de Comunicação e Imagem dos Caminhos de Ferro de Moçambique, Adélio Dias, fez saber que, no sábado, as fortes chuvas que atingiram a região metropolitana de Maputo causaram o soterramento das linhas de circulação dos comboios, levando à interrupção temporária dos serviços ferroviários.
Adélio Dias explicou que a decisão de suspender o serviço de transporte é uma medida de precaução para garantir a segurança dos passageiros e evitar danos materiais. “Neste momento, equipas técnicas já estão no terreno para resolver os problemas decorrentes das condições climáticas adversas”, referiu.
O responsável prometeu, igualmente, que a empresa vai fornecer atualizações regulares sobre o progresso das operações de restauração da circulação ferroviária.
Aurélio Sambo – Correspondente