Ser viúva no Zimbabué não é uma posição social fácil devido aos maus tratos que estas mulheres sofrem, incluindo a perda da maioria dos bens e atribuição da responsabilidade pelo desaparecimento físico do companheiro, incluindo feitiçaria.
Para inverter esta realidade, a Primeira Dama daquele país, Auxillia Mnagagwa, com apoio de algumas organizações não governamentais, lançou na passada terça-feira (21) uma campanha de empoderamento de mulheres viúvas, através de alocação de materiais e formação para o início de pequenos negócios, com vista a reduzir a dependência.
Trata-se de um apoio que chega a 3000 mil viúvas dos distritos de Shamva, Mbire, Rushinga, Mazowe, Bindura, Guruve, Mt Darwin e Muzabarani.
Em cerimónia pública, realizada na região de Guruve, na província de Masholand Central, terra natal do presidente em exercício no Zimbabué, seu esposo, foi anunciado que os projetos de empoderamento são de alocação de bens para o exercício de comércio e prática de pecuária.
A Primeira Dama, apelou, na ocasião, às mulheres viúvas a fazerem bom uso dos bens que receberam e usarem as suas mãos para manter uma vida digna na comunidade.
“Fundei a Associação das Viúvas pensando em vocês. Para uma viúva a jornada começa com a morte do seu cônjuge. Não culpemos Deus mas agradecemos lhes pelo tempo maravilhoso com o falecido e pedimos forças para começar uma nova vida que você não teria planificado. Você deve pedir força para criar os filhos”, disse na cerimónia coberta de órgãos de informação locais.
Agradeceu igualmente aos parceiros com quem trabalha para materializar o apoio ao empoderamento das 3000 mulheres viúvas do Zimbabué.
As beneficiárias disseram que estavam aptas para trabalhar e dignificar as suas vidas, algumas afirmando que era imoral e criminoso reprimir viúvas e crianças órfãs.