Ministro Israelita volta atrás na decisão de invadir o Líbano

O Ministro da Defesa Israelita Yoav Gallant informou que Israel poderá não invadir o Líbano, uma opção anunciada após a sua visita a Washington na semana passada.

Gallant reuniu-se com diversos oficiais Norte-Americanos, incluindo o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que aconselhou o ministro Israelita a contemplar a via diplomática e um plano para a realidade pós-guerra com o Hamas e a reconstrução de Gaza. Blinken frisou ainda que é fundamental reduzir as tensões militares com o Hezbollah no Líbano e evitar uma guerra total.

Esta aparente reviravolta estratégica contrasta com as ameaças por parte do executivo de Benjamin Netanyahu contra o Hezbollah, quando o governo Israelita tinha garantido que o plano para invadir o território libanês havia sido aprovado pelos EUA e que Israel iria enviar o Líbano de volta à Idade da Pedra.

Entretanto, o Financial Times publicou um relatório detalhado que indica que os ataques e consequente devastação no sul do Líbano por parte de Israel poderão constituir um plano de criar uma ‘zona morta’ de 5km ao longo da fronteira entre os dois países para permitir o retorno gradual dos cidadãos Israelitas à região norte. Este relatório foi prontamente negado por Tel Aviv e que as suas acções militares visam apenas repelir o Hezbollah.

As tensões continuam também para além da frente militar; recentemente um grupo marginal de extrema-direita Israelita intitulado Ori Tzafon, enviou balões com mensagens provocadoras para o sul do Líbano ordenando os cidadãos locais a evacuar as respectivas residências, alegando que ‘o Líbano pertence aos Judeus’.

Apesar dos esforços de Washington em preparar condições para que um cessar-fogo esteja para breve, as trocas de ataques mútuos entre Israel e o Hezbollah continuam. Ainda na noite de Sábado, caças militares Israelitas voaram sobre certos pontos do território libanês, quebrando a barreira do som e lançando o pânico entre os residentes.

Também no sábado, a Embaixada da Arábia Saudita aconselhou os seus cidadãos a evacuar o Líbano com carácter de urgência, que poderá constituir um sério indicador que o Líbano estará na iminência de ser invadido por Israel.

João Sousa, e-Global

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