O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, admitiu que o país ainda enfrenta o “cancro do terrorismo” na região norte. No entanto, realçou que a situação “está relativamente estável”.
“É um cancro que dificilmente desaparece (…), mas a situação estava muito pior” quando comparada com a atual, declarou nesta segunda-feira, 22 de julho, de acordo com a “Carta de Moçambique”.
As observações foram feitas durante um encontro com os presidentes dos parlamentos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que estão em Maputo para a 13.ª Sessão Ordinária da Assembleia Parlamentar da organização (AP-CPLP).
Segundo Nyusi, os grupos armados já não controlam nenhuma vila, após terem sido expulsos das áreas que detinham no pico das invasões terroristas, entre 2020 e 2021.
O motivo do sucesso, prosseguiu, deve-se à contra-ofensiva desencadeada pelas forças governamentais moçambicanas, com a ajuda do exército do Ruanda e do contingente da Missão Militar da África Austral (SAMIM, na sigla em inglês), que se retirou por completo do país no dia 04 de julho.
O Presidente de Moçambique aproveitou a ocasião para agradecer a solidariedade dos países da CPLP para com os esforços de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, tendo saudado a ajuda humanitária que países da organização têm prestado às vítimas de ataques armados na referida zona.