O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou na sexta-feira (20) um estudo que aponta a empresa Haiyu Mining como responsável por crimes socioambientais no distrito de Angoche, província de Nampula.
Trata-se de uma pesquisa, realizada entre março e setembro de 2024, e que destaca os impactos negativos da exploração de areias pesadas nas comunidades locais, afetando a saúde dos ecossistemas e exacerbando desigualdades sociais.
Mery Rodrigues, pesquisadora do CIP, enfatizou que a exploração tem causado danos significativos, incluindo o plantio de casuarinas, que prejudica o crescimento de outras espécies.
Por outro lado, o diretor do CIP, Edson Cortez, salientou que os problemas socioeconómicos e ambientais observados se estendem a várias províncias do país, refletindo a necessidade de um debate público sobre as práticas das empresas do setor extrativo.
Reação da empresa acusada de problemas ambientais em Angoche
Em resposta, Juyi Li, da Haiyu Mining, afirmou que as acusações são infundadas e que a empresa tem tomado medidas para restaurar áreas degradadas.
Li argumentou que as questões levantadas foram resolvidas em 2017. Ele destacou o compromisso da empresa em seguir a legislação ambiental e garantir a participação das comunidades nas atividades de mineração.
O estudo do CIP ressalta a falta de fiscalização adequada sobre as indústrias extrativas em Moçambique, um desafio que afeta tanto a população quanto as autoridades governamentais.
Segundo aquela organização da sociedade civil moçambicana, a divulgação daquele estudo visa promover uma maior transparência e responsabilidade no sector mineiro em prol de um ambiente saudável para as comunidades afetadas.