Cabo Verde: MpD e NOSi refutam declarações de Francisco Carvalho sobre alegada fraude eleitoral

O Movimento para a Democracia (MpD) e o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI) reagiram às acusações feitas pelo candidato do PAICV à Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, sobre um suposto plano de fraude eleitoral envolvendo o NOSi. As declarações, consideradas infundadas por ambas as instituições, foram feitas durante o Jornal de Campanha da Rádio de Cabo Verde (RCV), na edição de 19 de novembro.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral do MpD, Luís Carlos Silva, classificou as acusações como “gravíssimas” e “uma tentativa desesperada de atacar o coração da democracia cabo-verdiana”. “Estamos aqui para reagir a essas declarações irresponsáveis, que não apenas atacam o MpD, mas também tentam fragilizar o sistema eleitoral cabo-verdiano, um dos pilares mais respeitados da nossa democracia”, afirmou Silva.

O representante do MpD destacou que as eleições em Cabo Verde têm sido reconhecidas internacionalmente pela sua transparência e solidez. “A nossa democracia é uma das melhores de África. As pessoas devem votar com tranquilidade, sem medo de intimidações ou ameaças”, reforçou. Além disso, Silva apontou que a gestão de Francisco Carvalho na Câmara Municipal da Praia foi marcada por “sistemáticas violações da legalidade”, acusando o candidato de usar essas acusações como uma manobra para desviar o foco de seus “fracassos”.

Já o NOSI, em comunicado oficial, refutou as declarações de Francisco Carvalho, considerando-as “absolutamente caluniosas” e sem qualquer fundamento técnico. A instituição esclareceu que não interfere e nem poderia interferir no processo de votação, tarefa exclusiva das mesas e assembleias de voto, conforme estipulado pelo código eleitoral.

“Somos uma entidade pública com mais de 25 anos de atuação, reconhecida nacional e internacionalmente pelo nosso trabalho no domínio eleitoral, como demonstrado nas últimas eleições autárquicas”, afirma o comunicado. O NOSI também destacou a independência funcional e técnica da instituição e reafirmou a confiança no profissionalismo dos seus colaboradores.

As acusações de Francisco Carvalho incluem a alegação de que haveria um plano para manipular os resultados eleitorais com o envolvimento do NOSI. Segundo ele, “Ulisses Correia e Silva esqueceu-se de Cabo Verde e está obcecado com a Praia (…) para roubar com o NOSI nas mesas de voto”. Essas afirmações, segundo o NOSi, “demonstram um total desconhecimento sobre o processo eleitoral cabo-verdiano e têm como objetivo apenas manchar o bom nome da instituição”.

O MpD informou que já solicitou à Comissão Nacional de Eleições (CNE) um posicionamento oficial sobre o caso, reforçando a credibilidade e a integridade do sistema eleitoral. “O que realmente conta é o voto livre nas urnas e não as tentativas de desestabilizar o processo”, concluiu Luís Carlos Silva.

Anícia Cabral – Correspondente

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