O secretário-geral da ONU, António Guterres, soou o alarme esta semana no Conselho de Segurança, em Nova Iorque, ao destacar o agravamento das ameaças à segurança marítima.
Guterres alertou que as rotas marítimas e as comunidades que delas dependem estão “a pedir socorro”, devido ao aumento da pirataria, terrorismo, tráfico de armas, drogas e seres humanos, além de ataques cibernéticos a portos e empresas de navegação.
Segundo a Organização Marítima Internacional, os incidentes de pirataria e assalto armado aumentaram 47,5% no primeiro trimestre de 2025.
A Ásia foi particularmente afetada, com destaque para o Estreito de Malaca e Singapura.
O Golfo da Guiné, o Mar Vermelho e o Mediterrâneo também enfrentam graves desafios, como contrabando de migrantes, sequestros, e tráfico ilegal.
Guterres pediu maior respeito ao direito internacional, mais apoio às comunidades costeiras e reforço da cooperação entre governos, setores marítimos e empresas.
Durante o encontro, presidido pelo primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis, também se destacou o impacto das alterações climáticas nas rotas de navegação.
A presidente da União dos Armadores Gregos, Melina Travlos, lembrou que 80% do comércio global depende do transporte marítimo e que um colapso no setor comprometeria a economia mundial em menos de três meses.