A partir de 5 de Junho, termina o regime de isenção de tarifas da União Europeia para produtos agrícolas ucranianos, criado em 2022 após a invasão russa. Com o fim deste quadro temporário, voltam a aplicar-se tarifas e quotas, o que poderá custar à Ucrânia até 3 mil milhões de euros por ano em receitas de exportação.
O acesso livre ao mercado europeu tem sido essencial para o sector agrícola ucraniano, que emprega um em cada cinco trabalhadores e representa uma fatia significativa das receitas fiscais do país.
A perda deste acesso preferencial deverá reduzir o investimento, aumentar a incerteza e comprometer o financiamento do esforço de guerra.
Para evitar uma interrupção abrupta, a Comissão Europeia avançou com medidas transitórias enquanto decorrem negociações para rever o acordo comercial de longo prazo com Kiev.
No entanto, as autoridades ucranianas alertam que esta mudança enfraquece a parceria económica com Bruxelas.
Vários Estados-membros têm apelado a uma solução equilibrada que proteja tanto os interesses da Ucrânia como os dos agricultores europeus, especialmente após os protestos registados na Polónia.
A expectativa é que as negociações acelerem nas próximas semanas, mas até lá, o impacto económico na Ucrânia será inevitável.