O governo brasileiro anunciou, esta terça-feira, a criação de três novas Unidades de Conservação federais, que totalizam mais de 50 mil hectares de áreas protegidas. A medida foi assinada pelo presidente Lula da Silva no âmbito da Semana Mundial do Meio Ambiente, reforçando o compromisso do país com a proteção da biodiversidade e a justiça ambiental.
A maior unidade é a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, no Espírito Santo, com 45 mil hectares. Criada como parte da reparação pelo desastre de Mariana, em 2015, a APA protegerá uma das regiões costeiras mais ricas em biodiversidade no Brasil, essencial para espécies marinhas ameaçadas como a tartaruga-de-couro.
A iniciativa inclui medidas para garantir a sustentabilidade de comunidades pesqueiras, indígenas e quilombolas, e será financiada com recursos do Fundo Rio Doce.
No Paraná, foram instituídas duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável — Faxinal São Roquinho e Faxinal Bom Retiro — com foco na preservação da floresta com araucárias e no apoio aos modos de vida das comunidades faxinalenses, que praticam o uso tradicional da terra.
Outro decreto presidencial definiu os limites do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, criado em 2001 mas até agora sem demarcação oficial.
A medida permitirá avançar com a gestão efetiva da área e receber recursos de compensação ambiental.
As novas áreas representam um passo importante na política ambiental brasileira, unindo conservação, desenvolvimento sustentável e valorização das comunidades tradicionais.