Brasil: Governo mineiro lança “Caminhos do Rosário” para impulsionar afroturismo e valorizar Congadas

O Governo Estadual de Minas Gerais, no Brasil, lançou no dia 18 de junho o projeto “Caminhos do Rosário”, que integra as festas do Rosário e as Congadas à política pública de turismo da fé, setor que movimenta R$ 5,5 mil milhões, cerca de 916 milhões de euros, por ano no estado. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) de Minas e pelo Instituto Estadual do Património Histórico e Artístico (Iepha), foi apresentada no Palácio da Liberdade dias após o reconhecimento das Congadas (manifestação cultural e religiosa afro-brasileira com bailado dramático, incluindo canto e música que recria a coroação de um rei do Congo) como Património Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Minas agora abriga o maior circuito festivo de Congadas do país. Ao todo, são 701 festas mapeadas, em 332 municípios, com mais de 1.100 celebrações anuais, promovidas por 1.170 grupos ativos. A cultura afro-mineira, já reconhecida no Estado, ganha agora maior projeção como “expressão de fé, identidade e pertencimento”.

Segundo o secretário estadual Leônidas de Oliveira, o projeto “reforça a transversalidade entre cultura e turismo, entre proteção do património e valorização das comunidades tradicionais”.

Integrado ao programa “Afromineiridades”, o “Caminhos do Rosário” busca “fortalecer comunidades tradicionais e transformar Minas em referência nacional e internacional no afroturismo de base comunitária”.

A proposta inclui um calendário oficial de festas, roteiros turísticos integrados, conteúdos educativos sobre história afrodescendente e ações de capacitação e promoção, com o lançamento de uma plataforma digital no portal minasgerais.com.br

Grupos e prefeituras poderão estar registadas para contribuir com o mapeamento dos territórios.

Com previsão de mais de 32 milhões de visitantes em 2024, o turismo mineiro ganha novo impulso com roteiros que unem experiência, fé e ancestralidade. O “Caminhos do Rosário” soma-se a eventos como a Semana Santa e o Jubileu de Congonhas.

Segundo apurámos, “as comunidades tradicionais são protagonistas da iniciativa, mantendo viva a oralidade, os trajes, a música e a espiritualidade das festas do Rosário, agora reconhecidas, protegidas e promovidas como ativos culturais e turísticos de impacto regional”.

Ígor Lopes

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