EUA recorrem a Inteligência Artificial para identificar e deportar imigrantes

O Serviço de Imigração e Controlo Alfandegário dos EUA (ICE) está a utilizar uma aplicação de Inteligência Artificial, chamada Mobile Fortify, para identificar imigrantes em território norte-americano. A ferramenta permite capturar imagens faciais e impressões digitais sem necessidade de dispositivos adicionais, bastando a câmara de um telemóvel fornecido pelos serviços de imigração.

De acordo com o portal 404 Media, a aplicação conecta-se a bases de dados federais que cruzam informações biométricas com os registos de entrada no país e antecedentes de detenções.
A tecnologia, originalmente concebida para controlo fronteiriço, é agora usada para verificar em tempo real o estatuto migratório de pessoas detidas dentro dos EUA.

Em paralelo, tem ganho popularidade uma aplicação chamada ICEBlock, que permite aos utilizadores partilhar a localização de agentes do ICE em tempo real. A app, que viralizou nas últimas semanas em Los Angeles, permite alertar outras pessoas sobre operações nas proximidades e surgiu como forma de resistência às políticas de deportação da administração Trump.

Apesar das críticas de membros do governo, como a procuradora-geral Pam Bondi, que alertou para “consequências” legais, o TechCrunch confirmou que a ICEBlock não recolhe nem armazena dados dos utilizadores, funcionando apenas como uma rede de alerta cidadão.

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