Ex-embaixadores da UE pedem suspensão de acordo com Israel

Um grupo de 27 antigos embaixadores da União Europeia no Médio Oriente e Norte de África apelou, numa carta enviada às instituições europeias, à suspensão do acordo de associação com Israel. Os signatários manifestam “profunda preocupação” com a resposta da UE à crise em Gaza e criticam a “relutância em tomar medidas sérias” face às ações de Israel.

Na missiva, os diplomatas condenam os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, mas sublinham que a resposta israelita foi “indiscriminada e desproporcionada”, apontando para um “risco plausível de genocídio”, conforme reconhecido pelo Tribunal Internacional de Justiça.
A carta denuncia ainda a gestão israelita da ajuda humanitária e o controlo de 70% do território de Gaza por zonas militares ou ordens de evacuação.

Os antigos representantes da UE instam a chefe da diplomacia, Kaja Kallas, a agir e a enviar uma mensagem clara a Telavive.
Por outro lado, defendem a suspensão total do acordo, ou pelo menos dos elementos sob competência comunitária, como preferências comerciais e programas como o Horizonte.

A carta surge antes da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE marcada para terça-feira, onde o tema será debatido.

Os signatários alertam que a inação poderá prejudicar seriamente a credibilidade externa da UE, sobretudo face à sua posição firme sobre a guerra na Ucrânia.

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