Há três anos, a Direção Provincial da Educação na Zambézia recusa-se, por motivos considerados “políticos”, a receber as salas de aula equipadas com carteiras na Escola Primária de Ivagalane, construídas pelo Conselho Autárquico de Quelimane.
Trata-se de uma infraestrutura edificada com o objectivo de melhorar as condições de ensino e aprendizagem de centenas de alunos, fruto de uma parceria entre o município de Quelimane e o município de Setúbal, em Portugal.
A situação tem causado frustração ao presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, que considera a recusa uma atitude prejudicial à população e à boa governação local.
Nesta semana, durante a visita de uma equipa de deputados da Assembleia da República, Manuel de Araújo relembrou que, no passado, ambulâncias alocadas pelo conselho municipal também foram recusadas, mas actualmente são fundamentais para o transporte de doentes na cidade de Quelimane.
Enquanto o impasse não é resolvido, centenas de alunos continuam a estudar em condições precárias, enquanto as salas de aula melhoradas, já equipadas com carteiras, bloco administrativo e sanitários, começam a deteriorar-se.