O Governo angolano avaliou esta terça-feira, 15 de julho, a proposta de criação de duas novas áreas de conservação ambiental: a Serra do Pingano, no Uíge, e o Morro do Moco, no Huambo. A medida visa preservar ecossistemas críticos e reforçar os compromissos internacionais do país com a biodiversidade.
A Serra do Pingano abrange floresta húmida tropical nos municípios do Uíge, Quitexe e Ambuíla, enquanto o Morro do Moco, ponto mais alto de Angola com 2.620 metros, é um habitat de floresta afromontana rica em espécies endémicas e ameaçadas, como o francolim da montanha e o beija-flor das montanhas.
Segundo o secretário de Estado para o Ambiente, Yuri Santos, a criação das áreas responde às ameaças da caça furtiva, desflorestação e conflitos entre humanos e fauna. A medida integra-se na meta do Plano Nacional de Desenvolvimento de estabelecer três novas áreas de conservação até 2027, promovendo também o turismo ecológico.
Na mesma reunião, foi ainda analisada uma proposta de decreto para eliminar gradualmente os plásticos descartáveis até 2027. Angola produz cerca de 19 mil toneladas de resíduos por dia, sendo quase um terço composto por plástico, dos quais menos de 10% são reciclados. A estratégia inclui educação ambiental e novas regras para comércio e indústria.