O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou ontem que foi alcançado um entendimento entre os vários grupos envolvidos no conflito sírio, com “medidas específicas” para pôr fim aos recentes confrontos no país. A declaração surge horas depois de Israel ter bombardeado o edifício do Ministério da Defesa sírio, em pleno centro de Damasco.
“Envolvemos todas as partes nos confrontos na Síria e chegámos a acordo sobre medidas concretas que permitirão acabar com esta situação preocupante”, escreveu Rubio na rede X, apelando ao cumprimento dos compromissos assumidos.
A ofensiva israelita foi justificada como resposta à violência contra a minoria drusa, que se intensificou nos últimos dias na província de Sweida. Telavive afirma que está a agir para proteger essa comunidade.
O presidente interino da Síria, Ahmad al-Sharaa, reagiu com dureza, acusando Israel de tentar dividir o país desde a queda do regime de Bashar al-Assad.
Numa declaração transmitida pela televisão estatal, afirmou que a defesa dos cidadãos drusos é uma prioridade nacional e apelou à unidade entre todos os sírios.
De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os confrontos dos últimos dias já provocaram mais de 300 mortos, embora o último balanço oficial divulgado pelo Ministério do Interior sírio tenha apontado para 30 vítimas mortais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, denunciou o que considera ser uma campanha de perseguição a minorias por parte das autoridades sírias e de milícias associadas ao atual governo de transição, mencionando casos de violência contra alauítas e curdos, além dos drusos.