Num marco considerado histórico, sob mediação do Catar, o governo e o Movimento 23 de Março (M23) assinaram, na sexta-feira (18), um acordo de cessar-fogo que põe fim aos ataques armados na República Democrática do Congo.
De acordo com os princípios divulgados publicamente e acessíveis à imprensa, ambas as partes devem cessar os ataques mútuos, o discurso de ódio e qualquer tentativa de tomada à força de posições estratégicas no terreno.
Numa primeira fase, o acordo, assinado no Catar, deverá vigorar até 29 de julho. No entanto, no próximo dia 18 de agosto, um novo acordo será assinado entre as repúblicas de Ruanda e da RDC, com o objectivo de retirar as acusações de apoio ao M23.
Este é o primeiro acordo entre as partes e veio numa altura em que os rebeldes do M23, alegadamente com apoio militar de Ruanda, lançaram um grande ataque em áreas estratégicas da RDC, como a cidade de Bukavu, onde se apoderaram de dois aeroportos na região de Goma.
A Comissão da União Africana declarou que o acordo representa um passo importante para a restauração da paz e da segurança na região, apelando ao compromisso e consentimento de ambas as partes.