A capital angolana foi palco, ontem, de violentos confrontos entre manifestantes, grupos de jovens e forças policiais, durante o primeiro dia de greve dos táxis coletivos contra o aumento do preço do gasóleo.
Segundo relatos locais, ocorreram saques a estabelecimentos comerciais, bloqueios de estradas com pneus queimados e vandalismo generalizado, inclusive a viaturas policiais. A polícia utilizou gás lacrimogéneo, granadas de fumo e disparos para dispersar multidões, garantindo conter a situação. O jornal Novo Jornal reporta pelo menos três mortos — entre eles um agente da polícia — e várias detenções.
A paralisação dos táxis, iniciada por associações do setor em resposta ao aumento de um terço no valor do diesel, deixou milhares de habitantes sem mobilidade urbana, muitos deles retidos nos locais de trabalho ou comércio por receio de violência nas ruas.
A Associação das Empresas do Comércio e da Distribuição Moderna de Angola (Ecodima) emitiu comunicado expressando “profunda preocupação” com os episódios de vandalismo e pirataria, anunciando o encerramento antecipado de estabelecimentos às 17h00 para proteger colaboradores e preservar o abastecimento de bens essenciais.