O custo financeiro associado às novas operações de crédito à habitação continuou a diminuir em junho, atingindo 2,91%, o valor mais baixo desde novembro de 2022, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.
Esta queda, que se verifica pelo quinto mês seguido, refletiu-se tanto nos novos contratos, cuja taxa média baixou 0,04 pontos percentuais para 2,87%, como nos contratos renegociados, que apresentaram uma redução mais acentuada de 0,13 pontos para 3,11%.
No panorama europeu, Portugal mantém-se entre os países com as taxas de juro mais competitivas, sendo o quinto com a taxa média mais baixa na zona euro, que fixou em 3,29% em junho, um ligeiro recuo de 0,01 pontos percentuais.
Apesar da redução das taxas, o volume total de novos contratos de crédito à habitação diminuiu para 1.904 milhões de euros em junho, menos 121 milhões face ao mês anterior.
Entre estes contratos, 61% foram assinados por mutuários com até 35 anos, uma percentagem ligeiramente inferior à de maio.
A procura por renegociação de crédito à habitação também registou uma queda, com o montante renegociado a atingir 351 milhões de euros, devido à diminuição das taxas na oferta primária, que retira o incentivo para renegociar.
No crédito ao consumo e em outras modalidades de empréstimo aos particulares, as taxas de juro seguiram igualmente uma trajetória descendente.
Os empréstimos ao consumo apresentaram uma taxa média de 8,86% em junho, enquanto os empréstimos para outros fins caíram 0,19 pontos percentuais, fixando-se em 3,54%.