A União Europeia manifestou uma firme condenação aos mandados de prisão extraterritoriais emitidos pela Polícia de Segurança Nacional de Hong Kong a 25 de julho, que visam 15 ativistas pró-democracia — incluindo, pela primeira vez, um cidadão da UE. Em comunicado oficial, a UE classificou a medida como “inaceitável” e uma tentativa clara de intimidação e de violação da liberdade de expressão dentro do espaço europeu.
A declaração, divulgada pelo Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), expressa profunda preocupação com a aplicação extraterritorial da Lei de Segurança Nacional de Hong Kong e com a intensificação da repressão transnacional de vozes da oposição. A UE reiterou que a liberdade de expressão e de reunião são princípios fundamentais da democracia europeia e apelou à retirada imediata dos mandados e recompensas emitidos.
A União exortou ainda as autoridades de Hong Kong a respeitarem as liberdades fundamentais consagradas na Lei Básica da região administrativa especial, e apelou à China para que cumpra os compromissos assumidos na Declaração Conjunta Sino-Britânica, respeitando o princípio de “um país, dois sistemas” e o elevado grau de autonomia de Hong Kong.
Este episódio marca mais uma escalada nas tensões entre a UE e as autoridades de Hong Kong, num contexto de crescente preocupação internacional com a repressão de dissidentes e ativistas pró-democracia no território.