Portugal entra no terceiro dia de estado de alerta devido aos incêndios florestais, com destaque para um fogo de grandes dimensões entre Vila Real e Mondim de Basto, no norte do país, que tem gerado particular preocupação junto das autoridades e da população local.
Durante a madrugada desta terça-feira, houve novos reacendimentos junto à aldeia de Pardelhas, forçando os habitantes a permanecerem vigilantes. Também Ermelo e Pena estiveram em risco, tendo uma casa sido consumida pelas chamas.
Ao início da manhã, mais de 600 operacionais e mais de 200 viaturas combatiam o fogo principal, iniciado no sábado em Vila Real e já alastrado ao concelho vizinho.
Os autarcas das zonas afetadas apelam ao reforço urgente dos meios de combate, sobretudo tendo em conta as dificuldades no terreno e a impossibilidade de usar meios aéreos durante a noite.
“Sem reforço de meios, arriscamo-nos a reviver um verdadeiro pesadelo”, alertou o presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios.
Celorico de Basto, no distrito de Braga, registou também um incêndio significativo, entretanto dominado. Apesar de ainda existirem 28 focos ativos em todo o país, a maioria encontra-se em fase de resolução.
Portugal mantém-se sob estado de alerta até quinta-feira, em resposta à onda de calor e ao elevado risco de incêndio.