A Albânia está a apostar na Inteligência Artificial (IA) como ferramenta para reduzir a corrupção e aumentar a eficiência da governação, numa abordagem que vai além da simples automação de tarefas. O país pretende usar a tecnologia também para acelerar o seu processo de adesão à União Europeia (UE).
O primeiro-ministro Edi Rama afirmou, em julho, que a IA poderá, no futuro, gerir ministérios e desempenhar funções governamentais de forma mais eficiente do que os humanos. Segundo o governante, a tecnologia poderia reduzir erros, evitar a corrupção e funcionar sem interrupções.
Atualmente, a IA já é utilizada na Albânia para supervisionar contratos públicos, monitorizar transações fiscais e aduaneiras e vigiar ilegalidades em construções, praias e plantações ilegais.
O Governo albanês planeia ainda aplicá-la na gestão do trânsito, enviando alertas de excesso de velocidade por dispositivos móveis, e em áreas como saúde, educação e identificação digital dos cidadãos.
O país procura também acelerar a sua adesão à UE, iniciada em 2009, com o estatuto de candidato desde 2014. A IA tem sido empregue para traduzir documentos e identificar divergências entre a legislação nacional e a da UE, com apoio de especialistas como Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, natural do sul da Albânia.
O objetivo é reduzir para cinco anos o processo que noutros casos demorou mais de sete.
Apesar do papel central da IA, todas as iniciativas continuarão sob supervisão política, reconhecendo que o processo de integração europeia é essencialmente político e não pode ser totalmente automatizado.