A ideia de reforma varia muito na União Europeia, e em alguns países muitos reformados optam por continuar a trabalhar — em alguns casos, mais horas por semana do que os trabalhadores em idade ativa.
Segundo dados do Eurostat de junho, 40% dos reformados na UE permanecem ativos, sendo a maioria trabalhadores por conta própria (56%). Os países com maior percentagem de reformados no ativo são a Estónia e a Islândia.
A Suécia destaca-se no grupo dos empresários reformados: 98,4% continuam a trabalhar após a reforma. Finlândia e Irlanda também apresentam taxas elevadas, perto dos 90%. Já em Espanha e Grécia, apenas cerca de 20% dos empresários continuam no ativo.
No que toca às horas trabalhadas, os reformados da Bulgária lideram, com uma média de 39 horas semanais, seguidos pelos gregos (38,5), lituanos (35,8) e cipriotas (35,7) — superando até os trabalhadores ativos nesses países.
Apesar disso, a maioria dos reformados que continuam no mercado de trabalho opta por regimes de tempo parcial (57%).
As profissões com maior probabilidade de manter atividade após a reforma incluem gestores e trabalhadores agrícolas (40,1%), seguidos por vendedores (32,2%) e técnicos (30,3%).