Mais de 700 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à eletricidade

Mais de 700 milhões de pessoas em todo o mundo ainda vivem sem acesso à eletricidade, segundo um novo relatório divulgado nesta quarta-feira (25) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros internacionais. O documento destaca que, apesar de avanços desde 2022, o ritmo atual de expansão do acesso à energia é insuficiente para alcançar a meta de universalização até 2030, prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A maioria das pessoas sem eletricidade — cerca de 85% — vive na África Subsaariana, onde as disparidades continuam profundas. Em muitos países da região, a capacidade instalada por pessoa é ainda oito vezes menor do que em outros países em desenvolvimento.

A falta de acesso à energia tem impactos diretos na saúde, na educação e na qualidade de vida. Em comunidades rurais, a ausência de eletricidade limita o funcionamento de hospitais, escolas e sistemas de comunicação, além de forçar milhões de famílias a recorrer a combustíveis poluentes para cozinhar.

A OMS alertou que, sem um aumento significativo no financiamento internacional e em soluções descentralizadas, como sistemas solares fora da rede, o mundo corre o risco de deixar para trás milhões de pessoas na transição energética.

O relatório pede mais cooperação entre governos, setor privado e organizações multilaterais para acelerar a eletrificação das regiões mais vulneráveis.

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