Estados-observadores devem ajudar a promover o português, defende nova líder da CPLP

A nova secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a embaixadora angolana Maria de Fátima Jardim, defendeu que os Estados-observadores também devem contribuir financeiramente para a promoção do português como língua oficial das Nações Unidas.

Em entrevista ao Podcast ONU News, a diplomata sublinhou que a expansão do idioma e a modernização do bloco serão prioridades do seu mandato, iniciado em julho e com duração de dois anos.

Com mais de 30 países observadores — entre eles Estados Unidos, Reino Unido, França, Índia, Japão e, mais recentemente, a Austrália —, a líder angolana destacou que o projeto de internacionalização do português deve ser um esforço partilhado. “Nós, Estados-membros, não somos muitos. Mas os Estados-observadores já representam uma força na nossa intenção. Este é um projeto para todos”, afirmou, ao lembrar que a CPLP poderá ultrapassar os 500 milhões de falantes até ao final do século.

Maria de Fátima Jardim, antiga ministra do Ambiente e das Pescas de Angola, assumiu a liderança da CPLP com o objetivo de modernizar e reestruturar a organização, fundada em 1996. A secretária-executiva propõe reforçar a diplomacia económica entre os países lusófonos, valorizando os produtos nacionais e promovendo o comércio como ferramenta para reduzir a pobreza e estimular o desenvolvimento sustentável. “Temos de fazer dos nossos produtos um cartão de diplomacia”, resumiu.

A nova responsável quer ainda dar destaque ao empoderamento feminino e à educação das jovens mulheres nos países da CPLP, defendendo que a igualdade de género é essencial para o progresso das sociedades lusófonas. “A jovem mulher só pode estar livre se estiver educada. Educação em primeiro lugar”, declarou.

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