Bruxelas pede a Portugal mais esforços para cortar totalmente o gás russo até 2027

A Comissão Europeia elogiou os progressos de Portugal na redução da dependência energética da Rússia, mas pediu “esforços adicionais” para eliminar por completo as importações de gás natural liquefeito (GNL) russo, que ainda representam uma pequena parte do consumo nacional.

Num relatório anual sobre o estado da energia na União Europeia, Bruxelas recorda que, apesar dos avanços, Portugal continua entre os oito países que terão de encontrar alternativas antes da entrada em vigor da proibição total das importações de GNL russo em janeiro de 2027.

De acordo com o documento, Portugal reduziu as importações de GNL russo de 15% em 2021 para cerca de 5% em 2024, o equivalente a 0,233 mil milhões de metros cúbicos — uma queda significativa face aos 0,740 mil milhões registados antes da invasão da Ucrânia.

A Comissão destaca ainda que o país “reforçou a segurança do abastecimento e aumentou a participação das energias renováveis”, que já representam 85,2% do cabaz energético nacional.

Em 2024, os preços grossistas da eletricidade em Portugal situaram-se em 63,3 euros por MWh, o quinto mais baixo da UE, enquanto os preços do gás para famílias ficaram 11% acima da média europeia.

Bruxelas reconhece que Lisboa tem diversificado com sucesso as fontes de abastecimento — privilegiando importações dos Estados Unidos e da Nigéria —, mas sublinha que é essencial consolidar essa transição nos próximos dois anos, à medida que a UE endurece as sanções energéticas contra Moscovo.

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