As exportações portuguesas para os Estados Unidos representam 2,1% da produção, 1,3% do PIB e 1,3% do emprego, conclui um estudo do PLANAPP. A análise surge num momento de incerteza, após Washington impor tarifas de 15% sobre bens da União Europeia.
O estudo avalia também impactos indiretos nas cadeias de valor nacionais e europeias. O setor têxtil é o mais vulnerável, com 400 milhões de euros de valor acrescentado e 14 mil empregos dependentes do mercado norte-americano. Seguem-se os produtos metálicos, com quase 200 milhões de euros e mais de 5 mil empregos, e o comércio por grosso, fortemente exposto por via indireta.
Apesar de ser o maior exportador para os EUA, o setor dos derivados de petróleo tem impacto limitado no PIB e no emprego por depender de matéria-prima importada.
Outros setores também se destacam pela dependência indireta, como serviços administrativos, com cerca de 3.600 empregos, e a agricultura, com 3.000.
Em 2024, as exportações portuguesas para os EUA atingiram 5,2 mil milhões de euros, o valor mais alto de sempre, representando 6,7% das vendas totais.