Startup alemã quer lançar serviço para recolher lixo espacial

Uma startup fundada por um jovem engenheiro de 22 anos, Leonidas Askianakis, quer criar um serviço comercial de limpeza de detritos orbitais, um problema que já ameaça satélites, astronautas e estações espaciais. Askianakis fundou a Project-S depois de concluir que milhões de fragmentos — muitos deles invisíveis aos sistemas de radar atuais — continuarão a orbitar a Terra durante séculos.

A ideia passa por lançar um satélite capaz de detetar detritos de um a dez centímetros através de radar de alta sensibilidade e algoritmos de varredura.
Numa fase posterior, sondas equipadas com braços robóticos deverão recolher os objetos maiores. O projeto ganhou força pouco depois de a União Europeia aprovar legislação que obriga operadores de satélites a removerem os seus próprios detritos.

A Baviera assumiu-se como principal financiadora do projeto. O estado, que investe fortemente no setor espacial, concedeu um apoio de 1 milhão de euros para a primeira missão da Project-S, prevista para 2026. Para Askianakis, este financiamento permite manter a empresa na Alemanha, ao contrário de investidores americanos que exigiam uma mudança para os EUA.

O governo bávaro aposta numa estratégia ambiciosa para reforçar o seu papel no setor espacial europeu, apoiando projetos que vão desde centros de controlo lunar a startups de alto risco.
Askianakis espera agora que a tecnologia da Project-S ajude a manter a órbita terrestre segura, num momento em que o espaço se torna cada vez mais congestionado.

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