Avanço da IA está a aumentar desigualdades globais, alerta relatório da ONU

A inteligência artificial está a evoluir muito mais depressa do que a capacidade de muitos países para a acompanhar, conclui um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o documento, a falta de infraestruturas digitais, competências técnicas e regras claras pode aprofundar desigualdades e criar uma nova divisão global.

O estudo, focado na região Ásia-Pacífico, revela que milhões de pessoas continuam sem acesso à internet e que apenas uma minoria utiliza ferramentas de IA, apesar do rápido crescimento tecnológico em países como a China, Singapura e Coreia do Sul.

As mulheres e os jovens surgem como os grupos mais vulneráveis, já que os seus empregos estão mais expostos à automação e muitos algoritmos reproduzem preconceitos que penalizam comunidades rurais ou menos representadas.

Embora a IA possa trazer benefícios na saúde, educação e gestão de riscos, a ONU avisa que poucos países têm sistemas de governação capazes de controlar os riscos, num momento em que se prevê o aumento de violações de dados relacionadas com IA generativa.

O relatório conclui que é possível evitar que a desigualdade se agrave, mas apenas com investimento rápido em literacia digital, regulação e acesso tecnológico.

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