Brasil: Clube de Engenharia do Rio de Janeiro debate o primeiro microrreator nuclear

O Microrreator Nuclear Nacional (MRN), uma solução totalmente nacional e fundamentada em pesquisas científicas do setor nuclear, será o tema central do 3º Seminário sobre as Múltiplas Aplicações da Energia Nuclear e das Radiações. O evento, que ocorrerá das 9h às 18h, na terça-feira, 25 de novembro, no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, reunirá empresas públicas e privadas do setor, além de universidades, usuários da tecnologia e profissionais envolvidos em projetos e pesquisas.

O projeto Microrreator Nuclear Nacional, cujos equipamentos são chamados de MRNs, recebeu investimento de R$ 50 milhões, sendo que R$ 30 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 20 milhões da Diamante Energia. Ele reduz a dependência de geradores a diesel e a carvão, e fornece energia limpa a plataformas de petróleo offshore, hospitais, fábricas, cidades e regiões isoladas.

Os MRNs são de baixa potência, com capacidade para gerar cerca de 3 MW em um contêiner de 40 pés. Além de fornecer energia elétrica, não emitem gases de efeito estufa durante sua operação direta. Considerada uma fonte de baixo carbono, a energia nuclear permite gerar eletricidade sem aumentar as emissões responsáveis pelas mudanças climáticas, contribuindo para conter o aquecimento global. A Rússia e a China já possuem microrreatores em operação.

A validação técnica do projeto tem duração de três anos e foi idealizada para ser operada e monitorada remotamente por mais de 10 anos, sem necessidade de reabastecimento.

A participação de vários especialistas no seminário foi confirmada. Eles representarão as seguintes instituições: Terminus Energia, coordenadora geral do projeto; Finep; SecNSNQ (Marinha); ABDAN; AMAZUL; e ABIMAQ.

Ígor Lopes

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