Brasil: Lula promete liderar movimento nacional contra a violência contra as mulheres

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou em Fortaleza que pretende assumir pessoalmente a liderança de um movimento nacional de homens contra a violência de género, classificando o feminicídio como uma urgência que o país já não pode tolerar. Durante a cerimónia de entrega de carteiras nacionais docentes e de lançamento de uma nova fase das obras do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Lula apelou a uma mobilização conjunta de poderes públicos e da sociedade.

O chefe de Estado disse que irá dialogar com instituições e convocar os homens a rejeitar práticas misóginas. Sublinhou que o combate ao feminicídio deve estar acima de qualquer interesse político e afirmou que não quer o apoio eleitoral de agressores.
As declarações surgem após episódios recentes de violência extrema que ganharam grande repercussão no Brasil.

Lula insistiu que o enfrentamento da violência contra as mulheres deve deixar de ser visto como responsabilidade exclusiva delas, defendendo um compromisso coletivo.
Por outro lado, o presidente garantiu ainda que, a partir de agora, será “um soldado” nessa luta e que trabalhará para mudar comportamentos e promover uma cultura de respeito em todo o país.

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