Ryanair admite cortar 20 rotas na Bélgica devido ao aumento de taxas de aviação

A Ryanair alertou que poderá reduzir de forma significativa a sua operação na Bélgica caso avancem os novos aumentos das taxas de aviação previstos pelo governo federal e pelo município de Charleroi. A transportadora de baixo custo afirma que as medidas tornarão o país menos atrativo e levarão a uma quebra da procura.

O executivo belga planeia aplicar, a partir de 2027, uma taxa de 10 euros por passageiro em voos de curta distância. Charleroi quer ainda introduzir um encargo adicional de três euros já no próximo ano. Segundo a companhia, estes custos adicionais irão inevitavelmente refletir-se no preço dos bilhetes.

Se as medidas forem confirmadas, a Ryanair antecipa retirar cinco aviões das bases belgas e suprimir cerca de 20 rotas na época de inverno de 2026/27. Isso representa menos um milhão de lugares e uma redução de mais de 20% no tráfego nos aeroportos de Bruxelas.

A empresa critica o facto de a Bélgica aumentar impostos quando vários países europeus optaram por os reduzir para atrair mais passageiros. A transportadora tem mantido a mesma linha de protesto noutros mercados: contestou recentemente a subida de taxas em Portugal e ajustou operações em Espanha e França devido a custos considerados excessivos.

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