As autoridades da África do Sul deportaram na semana finda, sete cidadãos quenianos acusados de trabalhar ilegalmente em um centro que processa pedidos de refúgio para sul-africanos brancos, conhecidos como afrikaners.
Segundo o governo sul-africano, os indivíduos entraram no país com vistos de turista, mas passaram a exercer actividades laborais sem a devida autorização e de acordo com o quadro legal do país.
De acordo com o Ministério do Interior, a acção foi desencadeada após informações de inteligência indicarem que estrangeiros haviam começado a trabalhar no centro pouco tempo depois de chegarem ao país.
Leon Schreiber avançou que os sete quenianos já tinham tido pedidos de visto de trabalho negados anteriormente e, mesmo assim, foram flagrados desempenhando funções laborais, em clara violação das leis de imigração.
O caso aumentou tensão diplomática entre Pretória e Washington. Os Estados Unidos acusaram a África do Sul de interferir em suas operações relacionadas a refugiados, mas as autoridades sul-africanas esclareceram que nenhum funcionário americano foi detido e que a operação não ocorreu em uma instalação diplomática