China vê EUA aliviar restrições à exportação de chips H200 da Nvidia

Os Estados Unidos decidiram aliviar as restrições à exportação do chip H200 da Nvidia para a China, passando os pedidos a ser avaliados caso a caso, segundo novas regras do Departamento do Comércio. A mudança surge após Donald Trump admitir o envio de chips avançados para “clientes aprovados”, mediante uma sobretaxa de 25%.

O alívio das regras responde à pressão da Nvidia, mas mantém salvaguardas de segurança: os chips terão de ser testados por laboratórios independentes, a oferta interna dos EUA deve ser suficiente e a China não poderá receber mais de 50% dos produtos destinados ao mercado norte-americano. Os exportadores terão ainda de comprovar quem compra os chips e para que fins serão usados.

As novas regras abrangem o H200 e modelos menos avançados, incluindo chips da AMD, mas excluem os mais recentes Blackwell e o futuro Rubin. Para a Nvidia, a decisão é vista como um equilíbrio entre segurança e competitividade, permitindo manter receitas e empregos nos EUA.

O tema continua sensível no contexto da rivalidade tecnológica entre Washington e Pequim. Enquanto alguns alertam para riscos militares, outros defendem que restrições excessivas apenas aceleram a inovação chinesa. A procura pelo H200 deverá manter-se elevada, com empresas chinesas a encomendar milhões de unidades para 2026.

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