Um estudo recente do Eurobarómetro revela que a Inteligência Artificial (IA) está a ganhar destaque na educação, mas a sua adoção divide opiniões na União Europeia. Mais de metade dos cidadãos considera que a IA pode trazer benefícios e riscos ao ensino, devendo a comunidade educativa avaliar cuidadosamente os prós e contras. O apoio é mais forte na Finlândia (65%) e Estónia (63%), enquanto franceses (28%) e irlandeses (27%) mostram maior resistência à sua utilização nas salas de aula.
O estudo indica ainda diferenças demográficas: homens e jovens entre 15 e 24 anos tendem a apoiar mais a integração da IA na educação. Cerca de 80% dos inquiridos concordam que os professores devem orientar os alunos no uso seguro da tecnologia e ajudar a reconhecer formas de desinformação, incluindo conteúdos falsos gerados por IA. Portugal destaca-se, com 95% de apoio a esta competência docente.
Embora exista abertura para a IA, a maioria dos cidadãos defende que dispositivos digitais pessoais, como smartphones, devem ser proibidos nas escolas. Esta posição reflete políticas recentes adotadas em pelo menos 12 Estados-membros, como a Bélgica, que proibiu o uso recreativo de telemóveis e outros dispositivos eletrónicos desde o ano letivo 2025/2026.
O estudo mostra uma tentativa de equilibrar inovação tecnológica e proteção dos alunos, sublinhando a importância de orientações claras e formação adequada para os professores, de modo a maximizar os benefícios da IA sem comprometer a segurança e o desenvolvimento educativo das crianças e jovens.