IA acelera cibercrime: contas podem ser esvaziadas em 27 segundos

Os ataques cibernéticos potenciados por inteligência artificial dispararam 89% no último ano, enquanto o tempo médio para aceder a redes empresariais caiu para apenas 29 minutos — em casos extremos, intrusões ocorreram em 27 segundos, segundo o “Relatório Global de Ameaças 2026” da CrowdStrike, citado pelo El Economista.

Como a IA está a mudar o cenário

  • Automação e sofisticação: Criminosos usam IA para reconhecimento, roubo de credenciais e evasão de sistemas.
  • Exemplos recentes:
    • FANCY BEAR (Rússia) utilizou malware baseado em LLM para recolher documentos.
    • PUNK SPIDER acelerou roubo de credenciais com scripts gerados por IA.
    • FAMOUS CHOLLIMA (Coreia do Norte) recorreu a identidades criadas por IA para infiltrações internas.
  • Novos vetores de ataque: Aplicações SaaS, nuvem e identidades confiáveis são exploradas, dificultando a deteção. Sistemas de IA generativa também foram alvo de comandos maliciosos em mais de 90 organizações.

Crescimento global das ameaças

  • Exploração de vulnerabilidades de dia zero aumentou 42%.
  • Intrusões na nuvem subiram 37%, mas com agentes estatais aumentaram 266%.
  • Operações ligadas à China cresceram 38% e à Coreia do Norte, mais de 130%.

O relatório alerta que a corrida entre inovação tecnológica e exploração criminosa está a intensificar-se, exigindo respostas mais rápidas e sofisticadas por parte das equipas de cibersegurança.

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