A escalada dos preços do petróleo, após o início da guerra no Irão, evidencia a diferença entre países exportadores e importadores de energia. Exportadores lucram com a subida dos preços, enquanto economias dependentes de importações enfrentam inflação, faturas energéticas mais altas e quedas nas bolsas.
Na Ásia, países como Tailândia (défice energético de 7,4% do PIB), Coreia do Sul (5,7%) e Singapura são os mais afetados. No continente europeu, Grécia lidera a exposição com 2,4% do PIB, seguida por Itália (2,0%) e Espanha (1,8%).
Entre os exportadores, Iraque apresenta um excedente energético de 40,8% do PIB, seguido pelo Qatar (32,4%) e Emirados Árabes Unidos (17,6%). A Noruega também se beneficia, com 19,1% do PIB em excedente energético, enquanto Rússia obtém 9,1%, apesar das sanções.
Nos mercados, as bolsas refletem essa divisão: a Arábia Saudita subiu 2,5% e a Noruega 1,1%, enquanto a Coreia do Sul recuou 12,2%, Tailândia 10,7%, Japão 7,2% e Alemanha 8%. A correlação com a dependência energética e a intensidade industrial é clara, destacando o impacto do choque petrolífero global.