A guerra no Líbano continua a intensificar-se, com um balanço de pelo menos 886 mortos desde o início dos confrontos a 2 de março, incluindo mais de uma centena de crianças. O conflito opõe Israel ao grupo Hezbollah, após uma escalada regional ligada à guerra com o Irão.
Nos últimos dias, Israel lançou bombardeamentos intensos em várias zonas do país, incluindo a capital Beirute, e iniciou operações terrestres limitadas no sul do Líbano, que têm tido a oposição do Hezbollah. As autoridades israelitas emitiram ordens de evacuação em larga escala, obrigando centenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas, enquanto mais de um milhão de civis já se encontram deslocados.
Em paralelo, o Governo libanês tomou medidas inéditas ao tentar limitar a atuação militar do Hezbollah e até propor negociações diretas com Israel — algo que não acontecia há décadas .
A comunidade internacional tem manifestado crescente preocupação com o agravamento da situação. Vários países europeus alertaram para o risco de uma ofensiva terrestre em grande escala e para as consequências humanitárias devastadoras de um conflito prolongado.
O Presidente de França, Emmanuel Macron, apelou mesmo a negociações diretas entre Israel e o Líbano, oferecendo Paris como palco para um eventual diálogo e defendendo um cessar-fogo imediato.