Cisjordânia: ONU acusa Israel de limpeza étnica e deslocamentos forçados

Especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas denunciaram uma intensificação da violência na Cisjordânia, acusando Israel de promover políticas que resultam no deslocamento forçado de populações palestinianas. Segundo os peritos, a situação tem vindo a agravar-se nas últimas semanas, incluindo em Jerusalém Oriental.

De acordo com um comunicado divulgado esta semana, as forças israelitas terão encerrado a maioria dos postos de controlo desde o final de fevereiro, dificultando o acesso a serviços essenciais como saúde, educação e ajuda humanitária. Os especialistas alertam que estas restrições têm isolado comunidades inteiras, impedindo inclusivamente a circulação de ambulâncias e equipas de emergência.

O relatório aponta ainda para um aumento significativo de ataques por colonos israelitas contra civis palestinianos, incluindo destruição de infraestruturas e violência física. Entre o início e meados de fevereiro, terão sido registados dezenas de incidentes em várias comunidades, levando milhares de pessoas a abandonar as suas casas, sobretudo no vale do Jordão.

Os peritos das Nações Unidas manifestam preocupação com alegações de impunidade e incitamento à violência por parte de responsáveis políticos, apelando à comunidade internacional para que intervenha e pressione no sentido de garantir a proteção das populações civis e o respeito pelo direito internacional.

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