A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução histórica que considera o tráfico transatlântico de escravos como o crime mais grave contra a humanidade. A medida, de caráter simbólico, foi apoiada por 123 países, incluindo o Brasil, enquanto Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra, e a União Europeia absteve-se.
O texto destaca a escala, brutalidade e impacto duradouro da escravidão, que afetou milhões de africanos entre os séculos XVI e XIX. A resolução também apela à devolução de artefactos culturais aos países de origem.
O secretário-geral António Guterres classificou o tráfico de escravos como uma tragédia que destruiu comunidades e gerou desigualdades ainda visíveis hoje.
Apesar do amplo apoio, alguns países rejeitaram a medida por considerarem problemático hierarquizar crimes contra a humanidade e por divergências quanto a possíveis reparações históricas.