A China tem vindo a reforçar a sua presença na América Latina através de parcerias com meios de comunicação locais, numa estratégia para ampliar a sua influência e projetar uma imagem de “parceiro confiável”.
Segundo um estudo regional, Pequim intensificou, desde 2019, acordos com emissoras de países como Brasil, Argentina e Chile, privilegiando conteúdos produzidos em colaboração com canais já estabelecidos.
Estas iniciativas inserem-se na estratégia de soft power chinesa, que aposta na comunicação e na cultura para influenciar perceções internacionais. Os conteúdos tendem a destacar avanços económicos e tecnológicos, com menor foco em aspetos críticos.
Especialistas alertam, contudo, para possíveis assimetrias narrativas e desafios de credibilidade, num contexto em que a crescente presença mediática chinesa está a transformar o panorama informativo da região.