A União Europeia, através do Serviço Europeu de Ação Externa, reagiu à libertação do advogado de direitos humanos Yu Wensheng, que saiu da prisão após cumprir três anos de pena. O caso foi acompanhado de perto por instituições europeias devido às circunstâncias da sua detenção e julgamento.
Yu Wensheng e a sua esposa, Xu Yan, foram detidos em 2023 quando se dirigiam à delegação da União Europeia em Pequim para um encontro com responsáveis diplomáticos. Posteriormente, o advogado foi condenado por alegada “incitação à subversão do poder do Estado”, enquanto a sua esposa recebeu uma pena de prisão mais curta.
Num comunicado oficial, a UE manifestou preocupação com a possibilidade de o advogado continuar sujeito a vigilância e restrições após a libertação. Bruxelas apelou às autoridades chinesas para que respeitem plenamente os direitos e liberdades do casal e garantam o cumprimento do devido processo legal.
A União Europeia, liderada no plano diplomático pelo Serviço Europeu de Ação Externa, reiterou ainda o pedido para a libertação imediata e incondicional de defensores dos direitos humanos detidos por exercerem pacificamente as suas liberdades fundamentais.
Bruxelas afirmou que continuará a levantar estes casos em fóruns bilaterais e multilaterais, sublinhando a importância da defesa dos direitos humanos nas relações com a China.