O governo de Pedro Sánchez aprovou uma medida extraordinária que permitirá conceder autorizações de residência e trabalho a cerca de 500 mil migrantes que já vivem no país em situação irregular.
A decisão aplica-se a pessoas que já se encontram em Espanha antes de 1 de janeiro e que cumpram critérios como ausência de antecedentes criminais e presença contínua no território. A medida será implementada por decreto, sem necessidade de votação parlamentar.
Segundo o governo, a iniciativa visa responder à necessidade de mão de obra em setores como agricultura, turismo e serviços, além de promover a integração social e económica dos migrantes já inseridos na sociedade.
O executivo defende ainda que a regularização é uma resposta ao envelhecimento da população e à necessidade de garantir a sustentabilidade do sistema económico e dos serviços públicos.
A medida conta com apoio de organizações sociais e da Igreja Católica, embora enfrente críticas da oposição, que levanta preocupações sobre segurança e controlo migratório.