Angola prevê aumentar produção petrolífera com unidade Kaminho

Angola poderá reforçar a sua produção de petróleo em cerca de 75 mil barris por dia com a entrada em funcionamento da unidade flutuante Kaminho. A infraestrutura, atualmente em construção na China, deverá produzir aproximadamente 200 milhões de barris ao longo da sua vida útil, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.

As informações foram avançadas por Ana Miala, executiva da ANPG, durante uma visita aos estaleiros da China Merchants Heavy Industry, na cidade de Nantong. A delegação foi liderada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.

De acordo com a responsável, o projecto Kaminho representa “a concretização de uma nova província petrolífera” em Angola, com potencial para aumentar a confiança dos investidores na Bacia do Kwanza. A iniciativa deverá também contribuir para o crescimento económico do país, através do aumento das receitas públicas.

A unidade integra o desenvolvimento de dois campos petrolíferos: Cameia, com reservas estimadas em 231 milhões de barris, e Golfinho, com cerca de 141 milhões. Trata-se do primeiro grande projecto nesta nova área de exploração, considerada estratégica para o futuro do sector energético angolano.

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