O Executivo angolano quer que sejam criadas urgentemente reservas de bens estratégicos, entre os quais alimentos, combustíveis, medicamentos e produtos químicos para tratamento da água, entre outros. Trata-se de uma medida tomada como precaução devido à instabilidade no Médio Oriente.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 22 de abril, e consta de um memorando analisado na sessão extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, realizada sob orientação do Presidente da República, João Lourenço.
No memorando são descritas as implicações da subida do preço do petróleo no mercado internacional, que afetam as finanças públicas, investimentos, transportes, turismo, acesso aos fertilizantes, preço dos alimentos e vários outros setores.
Nesse mesmo encontro foi também realçado que Angola arrecada dinheiro extra com o crude mais valorizado no mercado mundial, mas que ao mesmo tempo despende mais recursos financeiros para importar os produtos petrolíferos refinados de que necessita no dia a dia.