O cyberbullying continua a ser uma das principais inquietações das famílias, mas uma parte significativa dos pais admite não ter visibilidade sobre o que acontece com os filhos no mundo digital.
De acordo com um estudo da SaveFamily, cerca de 20% dos encarregados de educação não sabem se as crianças ou jovens já sofreram algum tipo de assédio online. Entre as maiores preocupações destacam-se o contacto com desconhecidos (34%) e o risco de cyberbullying (33%).
Especialistas alertam que o debate não deve centrar-se apenas no tempo de uso de dispositivos, mas também no tipo de conteúdos consumidos e nas interações online. Por outro lado, defendem ainda a importância de manter um diálogo aberto, para que os menores se sintam seguros ao reportar situações de risco.
O tema tem ganho destaque na União Europeia, onde se discutem medidas para limitar o acesso dos mais novos a redes sociais, incluindo a definição de idades mínimas e a criação de ferramentas de verificação etária.